MEDICAMENTO
ÚNICO
Para finalizar esse tema sobre as
leis básicas da medicina homeopática, vamos agora falar sobre o “medicamento
único”.
Como vimos nos artigos
anteriores, durante o tratamento homeopático buscamos individualizar ao máximo
cada paciente, considerando suas queixas clínicas, estilo de vida, hábitos,
modo de pensar, sentir, agir, etc. Sabemos e temos certeza de que cada um de
nós é único: a impressão digital e o código genético, totalmente individuais,
são exemplos irrefutáveis disso. Com essa idéia e sintonia é que
buscamos encontrar o medicamento que mais se assemelhe às queixas do paciente.
Esse medicamento é denominado Simillimun, também conhecido como
“medicamento de fundo” ou “medicamento constitucional”. Nós, homeopatas, procuramos
sempre que possível, encontrar o Simillimun, como recomendava
Hahnemann. É bem provável que isso não aconteça nas primeiras consultas, uma
vez que a avaliação dos sintomas passam também e especialmente pela informação
do paciente, que precisa confiar no médico para se expor. No entanto, à medida
que o cliente retorna, esse quadro vai ficando mais claro e é então possível
traçar-lhe um perfil mais exato, permitindo a escolha do melhor medicamento
para cada indivíduo.
Na minha clínica diária,
prescrevo também medicamentos homeopáticos auxiliares para melhorar os sintomas
do paciente, pois penso que devemos sempre buscar conforto, bem estar e
qualidade de vida. Por isso, além dos remédios, também realizo aconselhamento
psicológico, alimentar, atividade física e mudanças de hábitos que porventura
estejam causando desequilíbrios, pois isso também é estar atuando e auxiliando
a melhoria da saúde como um todo.
Com isso terminamos o
conhecimento das leis básicas que regem a homeopatia. Vimos que a homeopatia é
um sistema médico-filosófico diferenciado por entender cada paciente como um
ser humano único, especial e indivisível enquanto corpo, alma e espírito.
Para finalizar transcreverei o
parágrafo 9 do livro “Organon da Arte de Curar” de autoria do Dr.
Samuel Hahnemann:
“No estado de saúde, a força
vital espiritual (autocracia), que dinamicamente anima o corpo material
(organismo), reina com poder ilimitado e mantem todas as suas partes em
admirável atividade harmônica, nas suas sensações e funções, de maneira que o
espírito dotado de razão, que reside em nós, pode livremente dispor desse
instrumento vivo e são para atender aos mais altos fins de nossa existência”
.
No nosso próximo encontro vamos
entender melhor o real significado de saúde e enfermidade.
Até lá!
Abraços fraternos,
Dra. Myrza M.T. da Silva
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